Anderson Tomazini: 'Quando se tem amor, qualquer tabu cai por terra!'

O ator, que cresceu demais em O Outro Lado do Paraíso como o garimpeiro Xodó, exalta a parceria com a atriz Giovana Cordeiro, a ex-prostituta Cléo

Daniel Vilela

Xodó (Anderson Tomazini) | <i>Crédito: Globo/Raquel Cunha
Xodó (Anderson Tomazini) | Crédito: Globo/Raquel Cunha


Desde que deu as caras na trama global das 9, Anderson Tomazini não tem sossego. Basta botar o pé fora dos Estúdios Globo, no Rio, que seus ouvidos já ouvem alguém cantarolando “que falta eu sinto de um bem, que falta me faz um xodó”, estrondoso sucesso de Dominguinhos. “Essa é clássica, mas ouço coisas mais pesadas também”, brinca o intérprete do Xodó na trama de Walcyr Carrasco.

Gato e solteiro, ele garante: a visibilidade no folhetim não o tem ajudado muito a conquistar um novo amor. Alguém para lhe fazer cafuné, aliás, não é uma prioridade no momento para o bonitão.

“Estou tão focado no trabalho que não troco essa oportunidade por nada. Só meu filho é capaz de me tirar desse sonho”, revela o pai apaixonado de Caio, 2 anos e 8 meses, de um antigo relacionamento.

Aos 29 anos e vivendo um sonho profissional, Anderson garante não ter medo de pegar no pesado. Mesmo que tenha perdido noites e mais noites durante as complicadas cenas do desmoronamento da mina de esmeraldas. “Estou virado, mas estou feliz”, dispara.

Natural de Brasília (DF), Anderson assegura: já fez de tudo um pouco na vida para correr atrás do sonho de ser ator. Inclusive, foi motorista de aplicativo em São Paulo a fim de poder pagar as contas e terminar o curso de teatro. “Foram quatro meses que me garantiram várias histórias para contar”, pondera.

Além de motorista, vendedor, dono de uma loja de autopeças, o belo também já foi modelo e viajou pelo mundo em 2015, quando foi eleito o homem mais bonito do país no concurso Mister Brasil. 

Não à toa que tanta beleza e talento acabaram conquistando o país com o seu doce garimpeiro que, nos últimos capítulos, ganhou ainda mais torcida do público, que vibra com o envolvimento de Xodó com Cléo (Giovana Cordeiro). “Eu adoro romance e era um sonho fazer isso na TV.”

TITITI – Antes de tudo, parabéns! As cenas do soterramento na mina foram incríveis! Esperava tanta torcida pelo Xodó?
Anderson Tomazini
– Apesar de eu saber que o Xodó sairia dessa ileso, a gravação foi muito tensa. A cena na qual eu guiava o Amaro (Pedro Carvalho) foi difícil de fazer. Mas o parabéns tem que ser para todo mundo, elenco e equipe. Foi um dos recordes de audiência da trama. Não poderia estar mais feliz, ainda mais agora, que o personagem vem ganhando destaque com sua história com a Cléo.

Assim como ele, tiraria alguém do bordel?
Quando se tem amor, qualquer tabu cai por terra! E se a gente cavucar por aí, encontra cada história (risos)... A gente precisa falar de afeto, é tão lindo! 

Como fez para encontrar esse adorável brutamonte?
Meu avô tem uma fazenda e, aproveitando que ele, em certa ocasião, foi contar gado, pedi para passar duas semanas junto do pessoal que trabalha por lá. Nunca fui tão feliz em duas semanas! Convivi com eles, comendo junto e fazendo tudo o que fazem! Algumas brincadeiras e jargões vêm daí.

E pegar dona Laura Cardoso (a Caetana) no colo recentemente?
Um sonho! Uma coisa que tenho guardada para o resto da minha vida. Sem falar em contracenar com Fernanda Montenegro, né?! São pessoas que, até pouco tempo, eu só conhecia lendo sobre a história do teatro brasileiro.

Surgiram rumores de que  estaria namorando Giovana Cordeiro... É verdade?
Nossa amizade está acima de qualquer fofoca. Não tem nada entre a gente, não. Ela é maravilhosa, generosa e quando surgiu o envolvimento do Xodó com a Cléo, vimos uma grande oportunidade e decidimos trabalhar juntos! Então a gente já se encontrou na praia para bater papo sobre os personagens, por exemplo! Acho que o público gosta de nos ver juntos. Mas não é namoro.

Mas está aberto a um novo amor?
Se disser que não estou à procura, mentiria. Todo mundo está. Mas espero que ele bata à porta, porque não estou com tempo de buscar na rua, não (gargalhadas).

É bom de xaveco?
Sabe que quando eu saía para a balada, antes da novela, inventava sempre uma profissão diferente para as meninas? Adorava dizer que era piloto de helicóptero, não sei por que (risos). Também tinha um relógio bonito, mas falsificado, e dizia que era aviador...

E não é só a mulherada que dá em cima, né?
Ah, tem cantada de mulher e de homem também (risos). Não tenho o menor problema com isso e nem fico incomodado com o assédio masculino. Recebo como carinho, admiração, claro, mantendo o respeito. Sempre tem quem extrapola, mas aí pode ser de qualquer gênero e não acho legal. Mas a maior parte das pessoas é tranquila.

O que curte fazer nas horas de descanso?
Se reparar, estou todo queimado de sol, daqui a pouco o pessoal da caracterização vai até brigar comigo (risos). Estou sempre na praia, correndo, na academia, fazendo trilhas. Gosto da natureza.

Entre as várias funções que já exerceu antes da carreira artística, você foi motorista de aplicativo... Como rolou a experiência?
Olha, quando toca o aplicativo, a gente nunca sabe para onde vai. E na época eu procurava não sair muito do centro de São Paulo, que eu não conhecia, porque não sabia onde era perigoso ou não. Até o dia em que peguei uma corrida para uma comunidade em São Caetano. Só podia passar um carro por vez ali e ainda tinha um baile funk na frente. Um pessoal com arma e tudo! O passageiro me tranquilizou mas, quando desceu, desliguei o aplicativo e saí correndo (risos). Não olhei nem para trás!

A gente percebe que você sempre anda com um terço. É isso, mesmo?
Sim, é a minha proteção. Sou bem supersticioso. Só entro em cena com uma meia de cor específica, mas não posso falar qual é, tá (gargalhadas)!



07/04/2018 - 15:00

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