Conversa com Bial: Rubens Barrichello revela que passou por cirurgia para retirada de tumor

O bate-papo vai ao ar nesta quarta-feira, 18

Pedro Bial e Rubens Barrichello | <i>Crédito: Globo/Ramón Vasconcelos
Pedro Bial e Rubens Barrichello | Crédito: Globo/Ramón Vasconcelos


Rubens Barrichello conta, no ‘Conversa com Bial’ desta quarta-feira, dia 18, que passou por uma cirurgia para a retirada de um tumor benigno na região do pescoço. Com a cicatriz à mostra, o ex-piloto de Fórmula 1 explica que recebeu diagnóstico quando foi submetido a uma série de exames para identificar as causas de um acidente vascular cerebral (AVC) sofrido em janeiro deste ano. “Estava em casa tomando um banho e de repente senti uma dor na cabeça. Comecei a passar mal e vi que era coisa de hospital”, relembra ele, que foi internado nos Estados Unidos, onde mora com a família. “Nesse período de duas horas até chegar ao hospital, a veia do cara mais sortudo do mundo se regenerou com o próprio sangue. Depois de todo o acontecido, fui fazer um monte de exames para saber, e acharam um tumorzinho”, conta. O piloto destaca, ainda, que o tumor benigno foi retirado apenas para evitar o incômodo do crescimento. 

Para Rubinho, ficar internado foi um processo importante para ganhar mais momentos de tranquilidade. Pela primeira vez em muito tempo, segundo ele, foi possível passar um dia sem checar e-mails ou ser procurado pelas pessoas, que respeitaram o momento de descanso. “Sou um geminiano que tenta resolver os problemas de todo mundo. Naquele momento, conseguia fechar os olhos e ver a mente branca”, explica. A emoção tomou conta quando pode sentar em um carro pela primeira vez depois do acidente vascular cerebral, durante uma corrida do campeonato 2018 da Stock Car: “É um sentimento tão bom estar vivo. No dia a dia, a gente acaba dando valor para coisas pequenas e negativas, que não valem nada”.

Além de rever cenas memoráveis da carreira e relembrar sua relação com Ayrton Senna, Rubinho também falou sobre as piadas e os memes em torno de sua fama de pé-frio e lento. “Não dá para falar que não fico magoado”, diz. “O Brasil vive de humor: precisamos dar risada devido aos problemas que enfrentamos, mas hoje você vê apelação, que deve ter um certo limite. A gente não pode julgar sem antes estar lá. Porque todo mundo se acha piloto; mas na hora que você fecha a viseira, aí eu quero ver”, diz.
 



18/04/2018 - 13:00

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Revista Tititi